Bee Movie – A História de Uma Abelha

Bee Movie (2007)

Direção: Steve Hickner, Simon J. Smith
Vozes de: Jerry Seinfeld, Renée Zellwegger, Matthew Broderick, Chris Rock, Kathy Bates, Ray Liotta, Sting, Oprah Winfrey, Megan Mullally
Sinopse: Uma abelha que não sabe muito bem o que fazer da vida decide dar uma volta fora da colmeia, faz amizade com uma mulher e descobre, para o seu horror, que o mel que tanto sofre pra produzir é usado diariamente pelos humanos.

[Comédia/Animação]

>>> Mais inteligente do que muitas outras animações espalhadas por aí, Bee Movie parece mostrar que a DreamWorks finalmente cansou de comer poeira da Pixar e pretente começar a entregar filmes bons em todos os sentidos para todas as idades. Ótimo, porque quem sai lucrando é o espectador. O humor é ágil, surpreendentemente inteligente, e, por vezes, inusitado fazendo várias brincadeiras e referências explícitas à cultura pop que colocam o longa lado a lado com Rattatouille no posto de melhores animações de 2007.

Filme: 9.0
Extras: Não Avaliados

{{Curiosidades}}
– Os dois primeiros trailers do filme mostravam Jerry Seinfeld tentando fazer uma versão live-action de Bee Movie, e Steven Spielberg, observando os desastrosos resultados, diz: “Por que você não transforma num desenho?”
– Jerry Seinfeld sugeriu a ideia para Steven Spielberg fazendo piada, mas ele adorou a ideia.

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Medo da Verdade

Gone Baby Gone (2007)

Direção: Ben Affleck
Elenco: Casey Affleck, Morgan Freeman, Amy Ryan, Michelle Monaghan, Ed Harris
Sinopse: Um casal de investigadores é contratado para, junto com a polícia, apurar o caso do desaparecimento da filha de uma mãe reclusa.

[Drama/Suspense]

>>> O primeiro filme do Ben Affleck diretor deixa transparecer um pouco de falta de habilidade e uns errinhos em certos takes, mas é preciso admitir: ele faz um trabalho bem acabado e os erros são fáceis de serem ignorados, evidenciando que ele tem potencial para ser um diretor bem melhor que o ator medíocre que é. Casey Affleck, Amy Ryan e Morgan Freeman, é claro, têm sua parcela de “culpa” por o filme se revelar uma história envolvente e ótima, com um roteiro muito bem escrito e consistente até no final que, apesar de deixar um pouco a desejar, é bastante real (e cruel).

Filme: 8.5
Extras: 7.0

{Curiosidades}
– Ben Affleck na verdade já dirigira outros dois filmes antes desse, mas nenhum deles foi lançado no cinema ou em grandes circuitos de dvd.
– Gone Baby Gone é o livro favorito de Ben Affleck.
– A maquiagem e sotaque de Amy Ryan foram tão convincentes que os seguranças do set não a deixaram entrar pensando que era uma fã local.
– De novo, o sotaque de Boston de Amy Ryan foi tão convincente que, em seu teste, Ben Affleck perguntou de que parte de Boston ela era.
– A ideia original de Ben Affleck era de estrelar o filme (ainda bem que mudou de ideia!).

Os Indomáveis

3:10 to Yuma (2007)

Direção: James Mangold
Elenco: Christian Bale, Russel Crowe, Ben Foster, Dallas Roberts
Sinopse: Quando Ben Wade, o líder de uma gangue de saqueadores é finalmente capturado, a polícia precisa encontrar homens valentes o suficiente para atravessar a cidade com o prisioneiro e colocá-lo no trem das 3:10 que vai levá-lo para a prisão de Yuma.

[Ação/Western]

>>> Um filme que estimula a adrenalina até o limite de onde um filme de velho-oeste pode chegar. A ação convence e entretém e, convenhamos, ter Russel Crowe no elenco nunca é demais. É interessante ver como a reviravolta no final vai se formando ao longo do filme e concluir que não, o diretor James Mangold não conseguiu ressucitar de vez o gênero, mas provou que um faroeste aqui e ali de vez em quando feito por gente competente que respeita o público não faz mal a ninguém.

Filme: 8.5
Extras: Não Avaliados.

{Curiosidades}
– A escolha de Christian Bale co-estrelar foi unânime.
– Baseado num conto publicado num jornal de 1953.
– Exatos 10 minutos se passam no filme entre o relógio apontando 3:00, a sequência de ação e a chegada do trem.

Meninos Não Choram

Boys Don’t Cry (1999)

Direção: Kimberly Pierce
Elenco: Hilary Swank, Chloë Sevigny, Peter Sarsgaard, Rob Campbell
Sinopse: A história de Teena Brandon, uma menina que se sente desconfortável no corpo em que vive e assume a identidade de Brandon Teena e tenta levar a vida o mais normal possível sem que descubram sua verdadeira identidade.

[Drama]

>>> Excelente. O filme usa e abusa da ótima atuação de Hilary Swank para contar uma história cruel e emocionante que levanta questões de inclusão social, até onde uma amizade pode existir, ódio e compaixão, e se isso não for suficiente para mexer com os sentimentos de qualquer um, o desfecho tenso e chocante surge para dar um soco no estômago do espectador e (por que não?) traumatizar quem assiste para abrir os olhos daqueles que não enxergam as besteiras que o ser humano faz sem propósito nenhum. Ponto para Kimberly Pierce por dirigir de uma forma tão claustrofóbica que a cena final fica na cabeça do espectador por muito mais tempo do que se esperava.

Filme: 8.5
Extras: Não Avaliados

{Curiosidades}
– Se preparando para o papel, Hilary Swank viveu como homem por um mês, usando faixas de tensão e colocando meias dentro das calças, e fez isso de forma tão convincente que os vizinhos dela acreditaram que o jovem indo e voltando da casa dela era seu irmão visitando.
– Baseado na vida de Brandon Teena.
– Todas as atrizes do filme (Chloë Sevigny, Alicia Goranson e Allison Folland) na verdade fizeram teste para o papel de Brandon.
– Katherine Moennig (a Shane, The L Word) fez teste para viver Brandon Teena.
– O título é uma musica da banda The Cure. Um cover da música é tocado ao fundo do filme em algumas cenas.

Paris, te Amo

Paris, Je T’aime (2006)

Direção: Gus Van Sant, Tom Tykwer, Daniela Thomas, Walter Salles, Alexander Payne, Richard LaGravenese, Gérard Depardieu, Alfonso Cuarón, Wes Craven, Joel Coen, Ethan Coen, Olivier Assayas
Elenco: Steve Buscemi, Catalina Sandino Moreno, Miranda Richardson, Juliette Binoche, Willem Dafoe, Nick Nolte, Maggie Gyllenhaal, Bob Hoskins, Olga Kurlyenko, Elijah Wood, Emily Mortimer, Alexander Payne, Natalie Portman, Gérard Depardieu, Gena Rowlands, Wes Craven
Sinopse: O filme é formado de várias historinhas que se passam em diferentes bairros e cidades que declaram o amor a Paris.

[Comédia/Drama/Suspense]

>>> Interessante um filme onde os diretores são colocados em primeiro lugar e seus estilos lado a lado para comparação e diferenciação. As esquetes são curtas, muito, muito criativas e inesquecíveis. Variam do drama à ficção, do inteligente ao nonsense e todas juntas formam um filme de duas horas que passa voando e faz as pessoas conhecerem um pouco o trabalho de mais de vinte diretores diferentes e, é claro, de um elenco incrivelmente competente que só torna os segmentos ainda mais inesquecíveis.

Filme: 9.0
Extras: Não Avaliados

{Curiosidade}
– O segmento “Parc Monceau” dirigido por Alfonso Cuaron foi gravado num unico plano sequencia.

Eu e as Mulheres

In the Land of Women (2007)

Direção: Jon Kasdan

Elenco: Adam Brody, Meg Ryan, Kristen Stewart, JoBeth Williams

Sinopse: Um jovem escritor de contos eróticos sofre um bloqueio criativo após um doloroso término de relacionamento e decide ir para  uma cidade mais calma para cuidar da avó e tentar se inspirar, até conhecer uma vizinha com quem tem conversas muito interessantes.

[Comédia Romântica/Drama]

>>> Para os que conhecem Adam Brody, a surpresa encanta quando ele não entrega uma performance 100% igual a de Seth Cohen (The O.C.), e, ao contrário de muitos filmes do gênero, a história dá tempo a si mesma para envolver mais o espectador e o primeiro beijo leva muito tempo para acontecer, além de não ser como o clichê dita e o espectador espera. O filme é sincero e divertido, mas o destaque vai mesmo é para Meg Ryan, que emana inspiração e comove sem muito esforço.

Filme: 8.5

Extras: 6.5

O Sobrevivente

"Não se preocupe, Alfred logo estará aqui."

"Não se preocupe, Alfred logo estará aqui."

Rescue Dawn (2006)

Direção: Werner Herzog

Elenco: Christian Bale, Steve Zahn, Jeremy Davies, Zach Greinier

Sinopse: Um piloto de caça da Força Aérea americana é abatido e cai no Vietnã em plena época de guerra. Ele pensa que vai ter que sobreviver sozinho na selva, mas é pego e feito de prisioneiro.

[Drama/Ação]

>>> Muito bem conduzido, se sustenta muito bem na prisão florestal, que é onde se passa o filme quase todo, usando situações que ora divertem, ora intrigam e chamam a atenção de quem assiste. Tudo muito bem preparado para um clímax que não deixa a desejar nos quesitos ação e suspense, mas que perde um pouco por causa do súbito desaparecimento de alguns personagens.

Filme: 8.5

Extras:

{{Curiosidades}}

– Steve Zahn perdeu 18kg para fazer este filme

– Jeremy Davies perdeu 15kg.

– Christian Bale perdeu 25kg

– Como sinal de solidariedade a seus atores, o diretor Werner Herzog perdeu 13kg também.

– A cena da queda do avião foi a única em que Bale usou um dublê.

No Vale das Sombras

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In The Valley of Elah (2007)

Direção: Paul Haggis
Elenco: Tommy Lee Jones, Charlize Theron, Jason Patrick, Susan Sarandon, James Franco, Josh Brolin
Sinopse: A história de um pai patriota que, ao ver que a tropa em que seu filho  estava voltou do Iraque, tenta entrar em contato com ele, mas não conseguindo, começa a investigar seu desaparecimento.

[Drama]

>>> Excelente. O filme mescla um drama emocionante com um mistério que não é nenhum CSI, mas que sem dúvida atrai a atenção. Tommy Lee Jones está maravilhoso e Charlize Theron, ótima.  Ver os dois juntos contracenando é um presente e tanto para qualquer cinéfilo, além de ser uma aula das boas de atuação. Como se não fosse o bastante, ainda temos Susan Sarandon de quebra como coadjuvante, emocionando a qualquer um nas poucas cenas que tem. Pena que esse filme passou despercebido e fica sempre sobrando nas prateleiras das lcoadoras. Passe lá e pegue.

Filme: 9.0
Extras: Não Avaliados

{{Curiosidades}}
– O título original vem da Bíblia: Elah foi o vale onde Davi encontrou Golias.
– Clint Eastwood ajudou esse filme a ser aprovado para gravação.
– Paul Haggis escreveu o roteiro com Charlize Theron em mente.

Conduta de Risco

"Que viagra?! A verdade pode ser ajustada."

"Que viagra?! A verdade pode ser ajustada."

Michael Clayton (2007)

Direção: Tony Gilroy
Elenco: George Clooney, Tilda Swinton, Tom Wilkinson, Sydney Pollack
Sinopse: O filme acompanha alguns momentos da vida de um “advogado” cuja especialidade é limpar a bagunça que os clientes fazem para a verdade poder ser modelada do jeito mais conveniente.

[Ação/Suspense]

>>> Tony Gilroy fez um excelente trabalho coberto de elegância, adrenalina na medida certa e, o mais importante: cérebro. Um filme de ação onde o nível de testosterona aumenta nos diálogos e não em perseguições automobilísticas (até porque nem se tem dessas aqui) sem dúvida merece crédito extra. Mas não que o longa precise: é tão bom e tão cheio de argumento que passa voando e quando menos se espera a guerra de atuações Swinton versus Clooney já está acontecendo com a famosa frase “Do I look like I’m negotiating?!”, que é digna de todo o alarde feito sobre ela. Como se não fosse o bastante, a sequencia de créditos finais e os momentos que a antecedem são bastante interessantes. Com que cara ficam os thrillers daqui para a frente? Está na hora de Jerry Bruckheimer e Michael Bay fazerem uma vaquinha para comprar um cérebro.

Filme: 9.0
Extras:

{{Curiosidades}}
– A Mercedes-Benz Classe S que explode é o mesmo usado em O Diabo Veste Prada (2006) por Miranda Priestly (Meryl Streep).
– Denzel Washington recusou o papel-título. George Clooney também, dizendo que estava cético acerca de trabalhar no primeiro filme do diretor.

Leões e Cordeiros

"Se você pode pular na minha poltrona?"

"Se você pode pular na minha poltrona?"

Lions For Lambs (2007)

Direção: Robert Redford
Elenco: Meryl Streep, Tom Cruise, Robert Redford, Andrew Garfield, Michael Peña
Sinopse: Um debate acerca dos últimos seis anos de duração da Guerra do Iraque. Quem está certo? O que o povo acha? O que o governo acha? Quais as mentiras e verdades sobre ela?

[Drama]

>>> Um filme que encontra toda sua força nos diálogos super interessantes e que são canalizados com brilhantismo pelo excelente quarteto de atores. As atuações passam segurança e convencem, embora nenhum deles vá muito longe, não chegam perto da linha do “memorável.” Mesmo assim, o roteiro é inteligente e não se excede muito nas discussões, usando uma trama paralela de dois soldados na guerra que, embora não interesse muito, faz pequenos intervalos entre um argumento e outro. Nada mal, nada mal.

Filme: 8.5
Extras:

{{Curiosidade}}
– Tom Cruise disse à revista Variety que fez o filme por profundo respeito ao currículo de Robert Redford, que o inspira desde 1980.

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