Piaf – Um Hino ao Amor

La Môme (2007)

Direção: Olivier Dahan
Elenco: Marion Cotillard, Emmanuelle Seigner, Gerard Depardieu, Sylvie Testud
Sinopse: O filme acompanha a história da vida de Edith Piaf, uma francesa que usava os palcos para cantar e dar voz aos sentimentos e emoções por que passava.

[Drama/Musical]

>>> É meio frustrante, pois faz o espectador acreditar que o filme se focará nos palcos e a forma emocionante com que Piaf cantava, mas não é bem assim. Na verdade, os trechos musicais são poucos e curtos, se comparados com a duração do filme e também com o tempo que se perde seguindo fórmulas de dramas biográficos. Para aqueles que só querem conferir a brilhante interpretação de Marion Cotillard o filme é um prato cheio, mas os que esperam se emocionar e chorar aos baldes com as canções de Piaf vão se decepcionar.

Filme: 6.0
Extras: Não Avaliados

{{Curiosidades}}
- Para ajudar no papel, Marion Cotillard raspou parte do cabelo e sobrancelhas, que depois foram desenhadas para lembrar melhor a cantora.
- O diretor escreveu o filme com Marion Cotillard em mente.
- Marion Cotillard é uma de cinco atores que ganharam um Oscar por um papel falado majoritariamente em outra língua que não inglês. Os outros são Sophia Loren, Robert DeNiro, Benicio Del Toro e Roberto Benigni.

Sem Reservas

No Reservations (2007)

Direção: Scott Hicks
Elenco: Catherine Zeta Jones, Aaron Eckhart, Abigail Breslin, Patricia Clarkson
Sinopse: Uma chef de nome renomado tem de aprender a lidar com vida e trabalho depois da irmã morrer num acidente e a sobrinha ir morar com ela, e um nov0 chef ousado é contratado pra trabalhar com ela.

[Comédia Romântica]

>>> O elenco tem boa química, Zeta Jones e Eckhart principalmente, mas ter Scott Hicks na cadeira de diretor e ninguém seria a mesma coisa. Ele vacila feio em deixar Abigail Breslin se comportar como adulta o tempo todo e ainda deixa a brilhante Patricia Clarkson passar despercebida. Isso sem falar nas excessivas montagens que servem para mostrar passagem de tempo/interação de personagens que muitas vezes não servem pra droga nenhuma. O filme tinha tudo para sair do lugar-comum das comédias românticas mas a falta de personalidade acaba o comprometendo.

Filme: 6.5
Extras: 3.0

{Curiosidade}
- Catherine Zeta-Jones trabalhou como garçonete em New York em preparação para o papel. Quando os clientes diziam como ela se parecia com Catherine Zeta-Jones ela respondia: “Ouço isso o tempo todo.”

Medo da Verdade

Gone Baby Gone (2007)

Direção: Ben Affleck
Elenco: Casey Affleck, Morgan Freeman, Amy Ryan, Michelle Monaghan, Ed Harris
Sinopse: Um casal de investigadores é contratado para, junto com a polícia, apurar o caso do desaparecimento da filha de uma mãe reclusa.

[Drama/Suspense]

>>> O primeiro filme do Ben Affleck diretor deixa transparecer um pouco de falta de habilidade e uns errinhos em certos takes, mas é preciso admitir: ele faz um trabalho bem acabado e os erros são fáceis de serem ignorados, evidenciando que ele tem potencial para ser um diretor bem melhor que o ator medíocre que é. Casey Affleck, Amy Ryan e Morgan Freeman, é claro, têm sua parcela de “culpa” por o filme se revelar uma história envolvente e ótima, com um roteiro muito bem escrito e consistente até no final que, apesar de deixar um pouco a desejar, é bastante real (e cruel).

Filme: 8.5
Extras: 7.0

{Curiosidades}
- Ben Affleck na verdade já dirigira outros dois filmes antes desse, mas nenhum deles foi lançado no cinema ou em grandes circuitos de dvd.
- Gone Baby Gone é o livro favorito de Ben Affleck.
- A maquiagem e sotaque de Amy Ryan foram tão convincentes que os seguranças do set não a deixaram entrar pensando que era uma fã local.
- De novo, o sotaque de Boston de Amy Ryan foi tão convincente que, em seu teste, Ben Affleck perguntou de que parte de Boston ela era.
- A ideia original de Ben Affleck era de estrelar o filme (ainda bem que mudou de ideia!).

Os Indomáveis

3:10 to Yuma (2007)

Direção: James Mangold
Elenco: Christian Bale, Russel Crowe, Ben Foster, Dallas Roberts
Sinopse: Quando Ben Wade, o líder de uma gangue de saqueadores é finalmente capturado, a polícia precisa encontrar homens valentes o suficiente para atravessar a cidade com o prisioneiro e colocá-lo no trem das 3:10 que vai levá-lo para a prisão de Yuma.

[Ação/Western]

>>> Um filme que estimula a adrenalina até o limite de onde um filme de velho-oeste pode chegar. A ação convence e entretém e, convenhamos, ter Russel Crowe no elenco nunca é demais. É interessante ver como a reviravolta no final vai se formando ao longo do filme e concluir que não, o diretor James Mangold não conseguiu ressucitar de vez o gênero, mas provou que um faroeste aqui e ali de vez em quando feito por gente competente que respeita o público não faz mal a ninguém.

Filme: 8.5
Extras: Não Avaliados.

{Curiosidades}
- A escolha de Christian Bale co-estrelar foi unânime.
- Baseado num conto publicado num jornal de 1953.
- Exatos 10 minutos se passam no filme entre o relógio apontando 3:00, a sequência de ação e a chegada do trem.

Meninos Não Choram

Boys Don’t Cry (1999)

Direção: Kimberly Pierce
Elenco: Hilary Swank, Chloë Sevigny, Peter Sarsgaard, Rob Campbell
Sinopse: A história de Teena Brandon, uma menina que se sente desconfortável no corpo em que vive e assume a identidade de Brandon Teena e tenta levar a vida o mais normal possível sem que descubram sua verdadeira identidade.

[Drama]

>>> Excelente. O filme usa e abusa da ótima atuação de Hilary Swank para contar uma história cruel e emocionante que levanta questões de inclusão social, até onde uma amizade pode existir, ódio e compaixão, e se isso não for suficiente para mexer com os sentimentos de qualquer um, o desfecho tenso e chocante surge para dar um soco no estômago do espectador e (por que não?) traumatizar quem assiste para abrir os olhos daqueles que não enxergam as besteiras que o ser humano faz sem propósito nenhum. Ponto para Kimberly Pierce por dirigir de uma forma tão claustrofóbica que a cena final fica na cabeça do espectador por muito mais tempo do que se esperava.

Filme: 8.5
Extras: Não Avaliados

{Curiosidades}
- Se preparando para o papel, Hilary Swank viveu como homem por um mês, usando faixas de tensão e colocando meias dentro das calças, e fez isso de forma tão convincente que os vizinhos dela acreditaram que o jovem indo e voltando da casa dela era seu irmão visitando.
- Baseado na vida de Brandon Teena.
- Todas as atrizes do filme (Chloë Sevigny, Alicia Goranson e Allison Folland) na verdade fizeram teste para o papel de Brandon.
- Katherine Moennig (a Shane, The L Word) fez teste para viver Brandon Teena.
- O título é uma musica da banda The Cure. Um cover da música é tocado ao fundo do filme em algumas cenas.

Paris, te Amo

Paris, Je T’aime (2006)

Direção: Gus Van Sant, Tom Tykwer, Daniela Thomas, Walter Salles, Alexander Payne, Richard LaGravenese, Gérard Depardieu, Alfonso Cuarón, Wes Craven, Joel Coen, Ethan Coen, Olivier Assayas
Elenco: Steve Buscemi, Catalina Sandino Moreno, Miranda Richardson, Juliette Binoche, Willem Dafoe, Nick Nolte, Maggie Gyllenhaal, Bob Hoskins, Olga Kurlyenko, Elijah Wood, Emily Mortimer, Alexander Payne, Natalie Portman, Gérard Depardieu, Gena Rowlands, Wes Craven
Sinopse: O filme é formado de várias historinhas que se passam em diferentes bairros e cidades que declaram o amor a Paris.

[Comédia/Drama/Suspense]

>>> Interessante um filme onde os diretores são colocados em primeiro lugar e seus estilos lado a lado para comparação e diferenciação. As esquetes são curtas, muito, muito criativas e inesquecíveis. Variam do drama à ficção, do inteligente ao nonsense e todas juntas formam um filme de duas horas que passa voando e faz as pessoas conhecerem um pouco o trabalho de mais de vinte diretores diferentes e, é claro, de um elenco incrivelmente competente que só torna os segmentos ainda mais inesquecíveis.

Filme: 9.0
Extras: Não Avaliados

{Curiosidade}
– O segmento “Parc Monceau” dirigido por Alfonso Cuaron foi gravado num unico plano sequencia.

O Diário de Uma Babá

The Nanny Diaries (2007)

Direção: Shari SpingerBerman e Robert Pulcini
Elenco: Scarlett Johansson, Laura Linney, Chris Evans, Paul Giammati, Alicia Keys
Sinopse: Uma garota recém-saída da faculdade não está interessada em encarar o mundo corporativo de uma vez, então decide fazer um gap year trabalhando de babá.

[Comédia]

>>> Muito divertido, o filme começa com bastante estilo, com com uma mãe sem nome (chamada de Mrs. X) e um Mr. X sem rosto, mas o estilo vai desaparecendo aos poucos para dar lugar a uma história bonitinha que só não perde o pique por causa dos talentos envolvidos, e se rende a clichês fáceis para chegar a um final surpreendentemente interessante. Vale a diversão com um quezinho de inteligência e ironia para passar o tempo.

Filme: 7.5
Extras: 6.0

{Curiosidades}
– O toque do celular de Annie é “Chim, Chim, Cheree”, uma música de Mary Poppins (1964) que é, é claro, sobre uma babá mágica.
- Os diretores escreveram o filme com Scarlett Johansson em mente para o papel principal.

Uma Escola de Arte Muito Louca

Art School Confidential (2006)

Direção: Terry Zwigoff
Elenco: Max Minghella, Sophia Myles, John Malkovich, Jim Broadbent, Ethan Suplee, Kate Moennig, Anjelica Huston
Sinopse: A história do jovem Jerome que decide fazer faculdade de artes e descobre como as coisas podem ser estranhas por lá.

[Comédia]

>>> Um filme que, como a arte, funciona diferentemente dependendo de quem o assiste. Mas algumas piadas simplesmente não funcionam, e as mais engraçadas definitivamente estão no trailer. De resto o filme é engraçadinho, mas Terry Zwigoff (que veio de Ghost World e Papai Noel às Avessas) nunca mostra a que veio e acaba deixando o filme sem a personalidade necessária, sem falar no desperdício dos talentos de John Malkovich, Anjelica Huston e Jim Broadbent.

Filme: 5.5
Extras: 6.0

{Curiosidade}
– A faculdade de artes neste filme é baseada no Instituto Pratt no Brooklyn. De acordo com o roteiro publicado, as pinturas minimalistas que Jonah leva para as salas foram pintadas pelo autor Daniel Clowes quando ele estudava por lá.

Tudo que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo Mas Tinha Medo de Perguntar

Everthing You Always Wanted to Know About Sex* (1972)

Direção: Woody Allen
Elenco: Woody Allen, John Carradine, Lynn Redgrave, Burt Reynolds
Sinopse: Um filme que se propõe a discutir questões que as pessoas deveriam perguntar umas as outras sobre o sexo, mas todos tratam como tabu.

[Comédia]

>>> Promete ser uma comédia inteligênte e irônica que divertiria e alfinetaria os problemas da sociedade com banalidades, mas Woody Allen erra feio ao escolher fazer pequenas esquetes que não são muito engraçadas, se estendem por mais tempo que o necessário e o pior: não respondem às perguntas. Excluindo uma situação ou outra que surge ocasionalmente em algumas esquetes, o filme passa longe de ser um clássico da comédia de Allen.

Filme: 5.0
Extras:

{{Curiosidade}}
– Baseado no livro de David Reuben.
- O ator Elliot Gould e o produtor Jack Brodsky detinham o direito sobre o livro, mas venderam para a United Artists porque acharam que o texto era difícil demais de se filmar.
- Todos os segmentos se iniciam com perguntas.

*But Were Afraid to Ask

Os Donos da Noite

We Own the Night (2007)

Direção: James Gray

Elenco: Joaquin Phoenix, Eva Mendes, Mark Wahlberg, Robert Duvall

Sinopse: A história de dois irmãos: Bobby é um dono de boate e Joseph se tornou capitão da polícia recentemente. Joseph precisa da ajuda de Bobby para desbaratear uma quadrilha de traficantes, mas Bobby não quer fazer o ‘dedo-duro’ e perder frequentadores da boate.

[Ação]

>>> O filme ajuda a evidenciar o potencial recém-encontrado de Eva Mendes de ser atriz, tem bom roteiro, boas atuações e diverte bastante. O problema é que um pouco depois da metade o diretor James Gray parece perder um pouco o controle, principalmente depois de uma cena de perseguição na chuva particularmente mal-dirigida (edição de som manda lembranças). A partir dali o interesse do espectador cai um pouco e isso até colabora porque também diminui a decepção pela história não terminar tão interessante como começou.

Filme: 7.5

Extras:

{{Curiosidades}}

- James Gray se recusou a gravar o filme em Toronto, onde seria mais barato. Essa é uma das razões por que o filme demorou tanto tempo para ficar pronto.

- De acordo com uma entrevista de Mark Wahlberg, Joaquin Phoenix entrava na personagem fazendo insultos a Robert Duvall entre takes. Isso deixava Duvall muito irritado e Wahlberg teve que contê-lo.

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