O Homem Duplo

A Scanner Darkly (2006)
Direção: Richard Linklater
Com: Keanu Reeves, Winona Ryder, Robert Downey Jr., Woody Harrelson
Sinopse: Num futuro não muito distante, um policial disfarçado se envolve com uma perigosa nova droga e começa a perder sua própria identidade como resultado.

[Ficção/Animação]

>>> Obviamente é uma grande desculpa para exibir a técnica nova similar à captura de performance. A animação enche os olhos, mas não é nada satisfatória quando se trata de interação de “pessoas” e objetos, tecnicamente falando. Os objetos e fundos ás vezes ficam mal situados e perdem a verossimilhança. Contudo, o filme é um retrato real da sociedade e do futuro que nos espera e a história é bem construída, mas ela também poderia ser muito bem contada em live action.

Filme: 7.5
Extras: Não Avaliados

2 Comentários

  1. Ruy disse,

    Julho 26, 2009 às 9:43 pm

    A falta de verossimelhança é intencional, pois o filme foi feito para retratar as experiências ruins do autor do livro, Philip K. Dick, com as drogas. Então o filme presumidamente mostra o mundo visto dos olhos do personagem interpretado por Keanu, logo o mundo dele. Em minha opinião, os efeitos, e certos objetos meio flutuantes ajudam a criar uma atmosfera etérea, confusa, com desassociação de valores, perda de identidade por parte do personagem, enfim, prestando atenção, o filme beira a perfeição, pois consegue suprir o que objetiva.

    Com live action não seriam possíveis as cenas mostrando os agentes policiais, e o filme ficaria muito mais “sóbrio”, bem menos fiel ao romance. De certo modo, sendo live action, teria um potencial bem maior de atingir um sucesso comercial, ou de se popularizar mais, por se tornar um filme mais acessível, mais direto.

  2. Massoto disse,

    Agosto 30, 2009 às 2:15 am

    Como disse, do ponto de vista técnico é uma coisa estranha de se ver, e agora que você mencionou até concordo com a história de “atmosfera confusa”, mas meu argumento é que, assim como na franquia “Matrix”, os efeitos especiais viraram o carro-chefe, e dizer que beirou a perfeição é ir um pouco longe demais.


Comente